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Receita assistencial · Procedimento

Tabelas assistenciais, CBHPM e bases de preço

Por que criar tabelas por convênio, quando importar CBHPM ou aplicar Brasíndice/SIMPRO, como parametrizar só preço/margem/UF e como simular a recomposição pós-reforma.

Público: Operadores (e administradores)

Objetivo

Montar a tabela de venda assistencial na base correta do contrato e gerar prévias/cenários pós-reforma com consciência do porquê de cada passo — sem confundir preço de tabela com alíquota de imposto.

Pré-requisitos

  • Perfil tributário configurado (premissas de Brasíndice/SIMPRO na receita)
  • Catálogos TXT importados em Tabelas ref. (quando for usar PMC/PFB)
  • Arquivo-modelo CBHPM se o contrato usa códigos de procedimentos
  • Orientação do contrato com a operadora/particular (qual base de preço vale)

Procedimento passo a passo

  1. Por que existe a área Receita

    Na reforma, o preço que você cobra (convênio, particular, tabela própria) também embute a lógica tributária atual. O Iquanta ajuda a projetar como esse preço se recomporia sob CBS/IBS por fase — para negociar e planejar margem, não para emitir fatura ou apurar ISS/CBS. Cada tabela no sistema representa um contrato ou lista de preços (ex.: um convênio, particular, SUS).

  2. Abrir Receita e criar a tabela

    Ir para Tabelas de preço

    No menu, clique em Receita. Crie uma tabela por pagador/contrato: informe nome, tipo de lista (ex.: tabela própria, negociação operadora), tipo de pagador e nome do pagador quando couber. Salve e abra a tabela. Separar por convênio evita misturar regras de preço diferentes no mesmo cálculo.

  3. Parametrização desta tabela / convênio — o que muda e o que não muda

    Abrir Perfil tributário

    Por padrão a tabela herda o Perfil tributário da empresa. Se este convênio tiver regras próprias só de preço (PMC, PFB ou automático), margem comercial ou UF, marque “Usar regras próprias só nesta tabela” e salve. Por quê: operadoras costumam fixar PMC ou PFB + margem em contratos distintos da UF sede. Isso não altera alíquotas de PIS, COFINS, ISS, CBS ou IBS nem a fase da reforma — impostos e fases ficam no Perfil tributário e no seletor da prévia/cenário.

  4. Por que importar CBHPM

    CBHPM traz códigos e descrições de procedimentos médicos usados em muitos contratos assistenciais. Importe quando a sua tabela/convênio é organizada por código CBHPM — isso evita digitar centenas de linhas e padroniza o catálogo. O import traz a estrutura (código/nome); o valor de venda do seu contrato em geral precisa ser completado ou ajustado depois. Não use CBHPM se o contrato é só de materiais/medicamentos por Brasíndice/SIMPRO.

  5. Como importar CBHPM

    Na tabela aberta, use Baixar modelo / Importar CBHPM. Confira o campo Código CBHPM nos itens e complete ou revise os valores de venda conforme o contrato. Itens sem preço não geram prévia útil.

  6. Por que aplicar Brasíndice / SIMPRO na Receita

    Abrir guia Tabelas ref.

    Brasíndice e SIMPRO são tabelas comerciais de preço de medicamentos/materiais (PMC, PFB etc.). Em Receita, “Aplicar Brasíndice/SIMPRO” preenche ou atualiza o valor de venda com base nessa referência + margem/UF do perfil (ou da parametrização da tabela). Por quê: muitos convênios amarram o preço a PMC/PFB da edição vigente. Em Compras a mesma tabela serve só à identificação do produto — o custo continua sendo o preço de compra/NF-e. Sem o TXT importado em Tabelas ref., a aplicação não encontra dados.

  7. Como aplicar Brasíndice / SIMPRO

    Revisar premissas no perfil

    Use a ação Aplicar Brasíndice/SIMPRO na tabela. Revise itens hospitalares restritos (o sistema pode forçar PFB quando aplicável). Confira se a UF e a base (PMC/PFB/auto) batem com o contrato. Depois rode a prévia.

  8. Itens manuais e composição

    Você também pode cadastrar itens unitários com valor de venda. A composição por insumos (montar preço a partir de componentes) está temporariamente desativada — a simulação usa o valor do item. Não abra chamado pedindo composição enquanto estiver desligada.

  9. Prévia e cenário pós-reforma

    Ir para cenários de receita

    A fase destino inicia em 2027 (expurgo da carga atual + recomposição CBS/IBS). Use 2026 só como ano-teste (CBS/IBS baixas sem expurgo). A prévia é rascunho; salvar o cenário grava a memória completa e pode consumir cota do plano. Exporte e leve ao contador antes de renegociar tabela com a operadora.

Resultado esperado

Tabela por convênio preenchida na base certa (CBHPM e/ou Brasíndice/SIMPRO e/ou valor próprio), com prévia/cenário compreensíveis e alinhados ao contrato.

Erros comuns

  • Premissas de receita não configuradas — ajuste em Configurações antes de aplicar tabela.
  • Ativei regras próprias da tabela e a alíquota de imposto não mudou — esperado: só preço (PMC/PFB/auto), margem e UF.
  • CBHPM sem preço — complete manualmente após importar códigos.
  • Confundir tabela própria com CBHPM/Brasíndice — escolha a fonte que o contrato realmente usa.
  • Aplicar Brasíndice sem TXT importado — importe a edição em Tabelas ref. primeiro.
  • Escolher 2026 esperando expurgo — nessa fase o cálculo é ano-teste sobre o preço atual.
  • Procurar composição de insumos — recurso temporariamente desativado; use o valor do item.

Observações

  • Fase padrão: 2027. 2026 = ano-teste (sem expurgo).
  • Parametrização da tabela ≠ perfil tributário.
  • Mapa geral do produto: guia Como usar o Iquanta (fluxo completo).

Normas e sites oficiais

Links para textos e portais do governo. Abrem em nova aba.

Cenário econômico sob premissas informadas. Não constitui apuração fiscal, parecer jurídico nem certificação normativa. Valide com contador antes de negociar com fornecedor ou operadora.

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